Um perigo silencioso

A sífilis congênita persiste no Brasil com uma taxa de 4,7 casos por mil nascidos-vivos. Já no caso da sífilis em gestantes, a taxa chega a 7,4 ocorrências, segundo os dados do Ministério da Saúde. A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode ser transmitida de pessoa a pessoa através da relação sexual, da mãe infectada para seu bebê durante a gestação ou parto ou através de transfusão de sangue contaminado. Isadora Saraiva, médica infectologista do IPSEMG, fala sobre a doença, seus sintomas e tratamento: “As manifestações se dividem em três fases. A primeira fase é caracterizada por lesões no local de contágio, geralmente nos órgãos sexuais ou na boca, podendo ocorrer ínguas (linfadenomegalias) próximas”.

Segundo a especialista essas lesões não doem, não coçam, não apresentam secreção, aparecem entre a primeira e 12ª semanas após a relação sexual desprotegida e podem desaparecer mesmo sem tratamento adequado. Após algum tempo, em geral entre seis semanas e seis meses da lesão inicial, podem aparecer as manifestações da fase secundária. Nessa fase, os sintomas mais comuns são manchas no corpo acometendo palma das mãos e planta dos pés. As manchas podem simular reações alérgicas ou outras doenças e também podem desaparecer mesmo sem o tratamento adequado. No entanto, mesmo se houver alívio dos sintomas, a pessoa continua doente se não receber o tratamento adequado e, anos depois, pode apresentar complicações mais graves, como doença do sistema nervoso central, do sistema cardiovascular, olhos e lesões de pele.

A médica alerta para que todas as pessoas sexualmente ativas realizem o teste para diagnosticar a sífilis, além de exames para outras doenças sexualmente transmissíveis como HIV e hepatites virais. E que as gestantes devem tomar um cuidado especial, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. “A sífilis apresenta tratamento eficaz e curativo. Por isso, é muito importante procurar um médico para adequado diagnóstico e tratamento” reforça a Isadora Saraiva.

Fonte: Manual Técnico para o diagnóstico da sífilis, Ministério da Saúde, 2015.

Mini currículo Dra. Isadora Saraiva:

Graduação em Medicina pela UFMG;
Residência em Infectologia pelo Hospital das Clínicas da UFMG;
Mestrado em Infectologia e Medicina Tropical pela Faculdade de Medicina da UFMG;
Atualmente está como infectologista no IPSEMG (CCIH e CEM) e rede Unimed.
 



 

Publicado em 17/03/2017 13:31

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