Ciclo de Debates aborda o tema dor crônica

Dor crônica foi o tema do primeiro Ciclo de Debates do Núcleo de Psicologia do Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP), em Belo Horizonte, deste ano. Realizado no dia 31 de janeiro, a doutora em Psicologia das diferenças individuais da UFMG e diretora do Instituto de Psicologia Aplicada (IMPA), dra. Magna Rosane Cruz, foi quem conduziu o assunto para os profissionais e acadêmicos do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG) presentes no evento.

Segundo a especialista, a dor é algo presente no dia a dia de muitos pacientes e profissionais, porém, há casos em que esse mal pode incapacitar o sujeito de realizar algumas atividades e seguir com uma vida normal. “O modelo biomédico admite que a dor é consequência de uma patologia específica, com marcadores biológicos bem definidos. O diagnóstico pode ser confirmado por resultados de testes e intervenções são direcionadas pra a cura da lesão ou origem patológica (Keefe, 2009). No entanto, sabe-se que a presença e a extensão do dano tecidual não são suficiente para explicar todos os sintomas relatados pelo paciente,” esclarece Cruz.

Não há um consenso entre a comunidade médica sobre o tempo que caracteriza uma dor crônica, para a maioria considera-se aquelas com períodos superior a três meses. Há ainda especialistas que dizem que dor aguda é aquela que passa com a cura da lesão, enquanto a crônica seria aquela que persiste após a lesão sarar. A dor crônica pode estar relacionada ao estresse, a rotina de atividades repetitivas, depressão e crenças.

Sobre o tratamento, a psicóloga ressalta que o mais indicado é o tratamento multidisciplinar, no qual ações para melhorias físicas, psicológicas e sociais serão buscadas ao mesmo tempo. São indicadas também mudanças no comportamento, a prática de atividades físicas e uma alimentação saudável, que podem ser estabelecidas paralelamente ao uso de medicamentos e psicoterapias, conforme a assistência a saúde escolhida.

“A dor crônica é um tema que deve ser tratado com respeito, ignorar este mal afasta as pessoas do convívio familiar e social trazendo outras gravidades para a saúde”, frisou a palestrante. A exposição gerou debate entre os participantes que se interessaram em tirar dúvidas sobre o assunto ao final da palestra.

Próximos eventos

No dia 23 de fevereiro, o Ciclo de Debates da Psicologia vai abordar o tema luto materno, com a psicóloga do Hospital João XXIII, da Clínica da Criança e o Adolescente, Fernanda Andery. Além de expor como é esse momento vivido por algumas mães, a convidada irá comentar o filme “Um caminho de luz”, disponível no Netflix e no YouTube. Assista este longa-metragem e venha participar do evento.

A partir de março, o Núcleo de Psicologia do HGIP vai abrir as portas para encontros com psicólogos da rede hospitalar de Belo Horizonte. As reuniões visam a troca de experiências e o debate construtivo das práticas profissionais realizadas. Em breve mais informações sobre os próximos encontros.

Publicado em 05/02/2018 18:50

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